Vereadores de Barra de São Francisco participaram de curso em Vitória.
TC-ES determinou a suspensão do pagamento das despesas.
Após o flagrante da sala vazia e do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) determinar a suspensão do pagamento de R$ 37,2 mil em despesas de 11 vereadores de Barra de São Francisco com um curso de capacitação em Vitória, o presidente da Câmara, Carlim da Dengue (PMDB), afirmou que "não fez nada ilegal" e que está preparando o relatório, com todas as informações e notas fiscais, para apresentar ao TCES. Ele garante que os vereadores participaram do curso integralmente.
Flagrante de sala vazia em curso para vereadores
no ES. (Foto: Marcos Fernandez/ A Gazeta)
Na quinta-feira (9), a sala do curso dos vereadores foi flagrada vazia pelo jornal A Gazeta. Segundo a secretaria da câmara de vereadores de Barra de São Francisco, cada parlamentar recebeu uma diária de R$ 600 para a estada em Vitória, além da inscrição para o curso, no valor de R$ 350. Dos 13 vereadores do município, 11 deixaram a cidade e percorreram 264 km até a capital capixaba para participarem do curso. De acordo com a programação, o curso aconteceria entre a última quarta-feira (8) e domingo (12).no ES. (Foto: Marcos Fernandez/ A Gazeta)
O presidente da Câmara afirma que os vereadores participaram de todas as aulas. "Tenho Deus como testemunha, participamos do curso integral. Vou justificar e mostrar que não fiz nada ilegal", diz. Ele explica que, como a verba já tinha sido dada a cada vereador, não teve como suspender. "Sem a verba, como iríamos comer na estrada? Já saímos com o dinheiro, mas temos todos os recibos, de tudo que fizemos. Prestamos conta de tudo", afirma.
O vereador se diz vítima de perseguição por parte da imprensa. "Agiram de má fé. Chegaram após as 16 horas para fotografar, sendo que tínhamos sido dispensados mais cedo por fazer menos tempo de almoço. Nem procuraram saber o que tinha acontecido. Outra coisa que questiono: tinham vereadores de vários estados do país fazendo o mesmo curso e de outros municípios do Espírito santo, por que acusaram apenas Barra de são Francisco, se todos foram dispensados no mesmo horário? Por que não questionaram também os vereadores de Anchieta e Baixo Guandu?", pergunta.
O Tribunal de Contas deu um prazo de 10 dias para o presidente da Câmara de Vereadores enviar um relatório com explicações sobre o evento. O Ministério Público também abriu uma investigação.
Curso para vereadores de Barra de São Francisco. (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
tópicos:





