Início da operação da ETA Oeste não resolveu distribuição de água. Segundo Cagece, a estação deve funcionar totalmente este mês
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Os prazos prometidos para a resolução do problema de distribuição de água em alguns bairros de Fortaleza se acumulam como os baldes nas casas de tantos cidadãos que sofrem com a torneira vazia.
Sem água durante o dia, a família de Maria Aldenora de Oliveira coleciona reservatórios para guardar a água que só chega à torneira durante a noite, no bairro Henrique Jorge. O marido, que é taxista, mal chega do trabalho e já começa a operação que garantirá água para a manutenção da casa no dia seguinte, enchendo e carregando uma fila de baldes e reservatórios.
A situação de muitos bairros da Regional III, como Henrique Jorge, Antônio Bezerra e Autran Nunes, continua de perrengue com a água, mesmo com a inauguração da Estação de Tratamento de Água (ETA) Oeste. O início das operações da primeira etapa da ETA, em dezembro, era indicado como uma possível solução para a distribuição irregular.
Na época, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informou que a estação ficaria em fase de ajustes até o fim de janeiro e só então seria garantido o abastecimento regular aos 220 mil moradores dos bairros Henrique Jorge, Floresta, Conjunto Ceará, Pici, João XXIII e Jóquei Clube.
Imprevistos
Segundo a assessoria da Cagece, imprevistos aconteceram no início das operações e, por isso, a ETA está funcionando somente 12 horas por dia - e não 24 horas, como deve ser. A expectativa é de que ela passe a funcionar com toda capacidade ainda neste mês, mas sem data específica. Foi indicado pela Cagece que melhoras estão sendo observadas em determinados locais.
O diretor de saneamento da Autarquia de Regulação, Fiscalização e Controle dos Serviços Públicos de Saneamento Ambiental de Fortaleza (Acfor), Alessandro Siebra, informou que continuam sendo recebidas reclamações de abastecimento: em menor número de bairros atendidos pela ETA Oeste, mas em quantidade igual ao ano passado pelos moradores da Messejana e bairros afins.
Siebra ressaltou que o foco da Acfor é exigir da Cagece que os projetos previstos para a resolução das questões sejam realizados, assim como continuar o mapeamento dos bairros afetados. “Só multar não resolve. Cobramos medidas suficientes para a resolução”. A Cagece, só em 2012, foi multada em mais de R$ 3 milhões.
Segundo Siebra, em reunião recente com a Cagece, maio foi apontado como prazo para a resolução dos problemas de distribuição de água na Capital.
É mais uma data para Vera Lúcia Gomes, que mora com mais quatro pessoas em uma casa que só tem água à noite. “Para cozinhar, faço é comprar água. Todo dia temos que encher baldes e tem época que falta por mais tempo ainda”, lamentou.
ENTENDA A NOTÍCIA
A seca na cidade grande é tema recorrente desde o ano passado no O POVO. Na Capital, 19 bairros sofriam com distribuição irregular. Inauguração da ETA Oeste era indicada como solução, mas problema continua em bairros.
Serviço
Dúvidas e reclamações sobre falta d’água
Cagece: 0800 275 0195 /
(85) 3101 1918 (ouvidoria) / www.cagece.com.br
Acfor: (85) 3131 6022
E-mail: ouvidoria@acfor. fortaleza.ce.gov.br





